Devolução de bem financiado não é garantia de quitação da dívida: Saiba mais

Devolução de bem financiado não é garantia de quitação da dívida
Caso você tenha algum bem financiado (carro, casa, caminhão, motocicleta, máquinas, etc.) e ficou desempregado(a) ou ainda perdeu sua renda ou de sua empresa, e não tem conseguido pagar as parcelas do financiamento, possivelmente, em breve você receberá ligação das empresas de cobrança, escritórios de advocacia, bancos e financeiras, no sentido de devolver o bem financiado

Ocorre que esta situação é mais comum do que se possa imaginar, bastam alguns minutos dedicados à esta pesquisa na internet, e você encontrará inúmeras reclamações de consumidores e empresas que se sentiram lesados, pelo simples fato de terem imaginado que devolvendo o bem financiado ou realizando a entrega amigável do bem, quitariam suas dívidas perante seus credores (bancos e financeiras). 

Introdução

Este trabalho é direcionado para pessoas e empresas, que por algum motivo de força maior não estão conseguindo pagar as parcelas do financiamento em dia e que pensam em devolver o bem financiado ou realizar a entrega amigável deste. Nosso objetivo é apresentar em linhas gerais que a devolução do bem financiado ou entrega amigável do mesmo, não é garantia de quitação da dívida.

Definição de devolução de bem financiado 

Podemos definir a devolução do bem financiado, como sendo o ato em que o devedor entrega amigavelmente (sem a intervenção da justiça), o bem fornecido em garantia pelo pagamento de um financiamento para o credor (bancos, financeiras, etc.) antes ou após o credor propor qualquer ação judicial.

Devolução de bem financiado não é garantia de quitação da dívida

A "proposta" de devolução do bem financiado, ofertada pelas empresas de cobrança, escritórios de advocacia, bancos ou financeiras, acontece devido vários motivos, dentre eles, buscamos apresentar os mais comuns, por ordem de estratégias. 

1 - A empresa de cobrança, escritório de advocacia, banco ou financeira, já entrou com o processo de busca e apreensão e teve o seu pedido negado pelo Juiz competente. 

2 - A empresa de cobrança, escritório de advocacia, banco ou financeira, já entrou com um processo de busca e apreensão, teve seu pedido aceito pelo Juiz competente, entretanto, o oficial de justiça não está conseguindo localizar o devedor. 

3 - A empresa de cobrança, escritório de advocacia, banco ou financeira, já identificou que o devedor não tem o conhecimento necessário sobre o contrato e que o mesmo não tem condições financeiras de pagar as parcelas vencidas e vincendas. 

Percebam que a famosa proposta de entrega amigável do bem financiado ou devolução do bem financiado, tão popularmente conhecida pelos profissionais do direito e pelos devedores, não é tão amigável assim, visto que, elas nunca são ofertadas no início das cobranças por parte das empresas de cobrança, escritórios de advocacia, bancos ou financeiras, mas sim, após a distribuição dos processos na justiça.

Além da grande enganação por parte das empresas de cobrança, escritórios de advocacia, bancos e financeiras, referente as sugestões de entrega amigável do bem financiado ou devolução amigável do mesmo, destaca-se que são inúmeras as mentiras, constrangimentos e ameaças por parte dos funcionários destas empresas na cobrança dos financiamentos em atraso, entre elas destacamos as mais comuns: 

1 - Caso você não pague, nós vamos arrombar o portão da sua casa para retomar o bem;

2 - Se você não devolver amigavelmente o bem, vamos mandar a polícia prender você;

3 - Se você não quer devolver o bem amigavelmente, porque fez o financiamento; 

4 - Se você devolver amigavelmente o bem, você não precisará pagar mais nada para o banco ou financeira.

A devolução do bem financiado ou a entrega amigável do mesmo, sugestionada por empresas de cobrança, escritórios de advocacia, bancos e financeiras, deve-se ser cuidadosamente analisada pelo devedor, pois estes oportunistas visam somente o lucro, pois lucram com você e lucram com o banco. Um negócio da china! 

Conclusão

1 - Depois de todo o exposto, somente recomendamos a entrega do bem financiado ou a entrega amigável do mesmo, nos casos em que o devedor não esteja sofrendo processos na justiça por parte do credor, pois sempre existirão meios de se quitar o contrato de financiamento, pagando um valor justo, através de negociações sustentáveis e de bons acordos.

2 - A devolução do bem financiado não é garantia de quitação da dívida, caso por algum motivo de demência você deseje devolver o bem financiado, certifique-se de que existe um documento informando que no caso de devolução do bem o banco ou financeira não poderá cobrar nada a mais de você ou de sua empresa, referente ao contrato de financiamento. 

3 - Caso os escritórios de cobrança, escritórios de advocacia, bancos e financeiras, desejassem resolver o problema amigavelmente, eles não entrariam com processos judiciais. Então, se você ou sua empresa são devedores de contratos de financiamentos em atraso e estão sofrendo processos na justiça por conta disto, informe as empresas de cobrança e os advogados que ligam inúmeras vezes por dia, que eles já estão discutindo o problema na justiça e que parem de perturbar. 

4 - Caso os escritórios de cobrança, escritórios de advocacia, bancos e financeiras, estejam com processos na justiça contra você ou sua empresa e você esteja se sentindo constrangido ou ameaçado, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência na delegacia

Através dos inúmeros casos que já tivemos conhecimento, podemos constatar que a proposta de devolução do bem financiado ou entrega amigável do mesmo, na maioria esmagadora das vezes foi uma tremenda mentira, pois o que se constatou, foi tão somente a amortização de uma parte do saldo devedor do contrato, e os consumidores, além de perder o bem, ainda continuaram com a dívida. 

Sobre Autor: Jeferson Lehmann: "Participar do megaprojeto social PRODÍVIDAS como Consultor é algo maravilhoso. Você tem a oportunidade de mudar sua vida financeira, sua relação com o dinheiro, e ainda tem a oportunidade de ajudar outras pessoas e empresas". Facebook


 

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